domingo, 12 de fevereiro de 2012
SINTA-SE BEM... E VÁ PARA O INFERNO!
Por Alan Capriles
Como é que alguém decide em qual igreja deve congregar? O parâmetro, para muitos, é encontrar uma igreja onde se sinta bem. Não tenho nada contra, desde que o “sentir-se bem” não signifique "não ser jamais confrontado com seu pecado." O problema é que, geralmente, é isso mesmo que acontece. Há muitos crentes fugindo da confrontação com o pecado. Prova disso é o crescente número de igrejas para satisfazer a essa demanda, igrejas onde tudo é feito para o membro sentir-se bem.
É fácil, hoje em dia, encontrarmos igrejas que oferecem esse culto “light”, onde os membros são entretidos com danças, apresentações musicais e com pregações curtas e sensacionalistas, nas quais o pregador vocifera, impressiona, mas nada diz a respeito do senhorio de Cristo, do arrependimento de pecados e de se frutificar em boas obras. Em tais igrejas, onde o homem é o centro das atenções, nada pode ser dito que incomode o ouvinte. Afinal de contas – raciocinam os pastores dessas igrejas – “pra que correr o risco de perder o freguês, digo, o membro? Além de ele ser mais um em número para nossa igreja, seu dízimo é alto e ajuda a pagar o ar condicionado, os assentos acolchoados, a caríssima aparelhagem de som e o alto cachê cobrado pelos cantores gospel que chamamos para nossos muitos eventos.”
Mas eu lhes digo por que nós, pastores, não devemos esconder nada acerca do evangelho, mesmo incorrendo no risco de perder alguns membros da igreja:
Trata-se de uma questão de vida ou morte. Se não pregarmos o verdadeiro evangelho esses membros continuarão perdidos e estarão condenados ao inferno. E nós também!
Frequentar uma igreja e cumprir seu regimento interno não é garantia de salvação. Se nós, pastores, não ensinarmos as ovelhas a reconhecerem a voz do Sumo pastor, que é Jesus Cristo, e não as conduzirmos a um relacionamento íntimo com Ele, que resulte em santificação e na prática de boas obras, corremos o risco de termos uma grande e terrível surpresa, naquele grande Dia, como nos alertou Jesus:
“Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade.” (Mateus 7:22-23)
“Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.
Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; sendo forasteiro, não me hospedastes; estando nu, não me vestistes; achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me.
E eles lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te assistimos?
Então, lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer.
E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna.”
(Mateus 25:41-46)
Castigo eterno? Iniqüidade? Quem se sentiria bem ouvindo uma pregação sobre isso? Mas a questão é que todos nós precisamos, constantemente, sermos lembrados disso. Não para que sirvamos a Deus por medo, ou por interesse, mas para que amemos o Senhor cada dia mais, pois foi com o derramamento do seu sangue na cruz que ele nos livrou da condenação do inferno.
Quem não é lembrado da gravidade do seu pecado e do perdão que foi concedido não terá nenhuma consideração por quem o perdoou. Quanto maior a noção da nossa culpa, maior o amor por aquele que tomou sobre si a nossa condenação (Lc 7:47; 2Co 5:14; 1Jo 4:19). E quanto maior a conscientização (fé) de que Jesus morreu por causa de nossos pecados, maior será nosso arrependimento e mais rápida será nossa regeneração.
Mas em muitas igrejas não se prega mais sobre pecado, inferno, arrependimento e regeneração. A única preocupação dos pastores dessas igrejas é fazer com que o visitante se sinta bem, a fim de mantê-lo como membro. São igrejas onde o culto é quase um show musical, recheado de entretenimento, com uma pregação curta e agradável de ouvir. Tudo com uma boa dose de emocionalismo, para que o visitante experimente a mesma sensação de ter assistido a um bom filme no cinema. Desta forma, eles conseguem não somente fazer com que o visitante volte, mas que se torne o mais novo membro dessa igreja, que o faz sentir-se tão bem. Mas, eis a verdade: o que tais igrejas estão fazendo é conduzir seus membros, confortavelmente... para o inferno. E o pior é que eles pensam serem salvos!
Sendo assim, qual o parâmetro para se escolher uma boa igreja?
Devemos responder a essa pergunta à luz da Palavra de Deus. No entanto, como este não é um tratado teológico, não há necessidade de nos aprofundarmos demais no assunto. Basta que, à luz da Bíblia Sagrada, saibamos o básico acerca do que é uma verdadeira igreja. Portanto, se você procura por uma boa igreja, procure por, pelo menos, duas coisa imprescindíveis: edificação e frutificação.
Edificação
(Mt 28:20; At 2:42; 11:26; 20:27; Rm 6:17; 15:2; 1Co 14:12,26; 2Co 12:19; Ef 2:22; 4:11-12,16,29; Cl 1:6,10; 2:7,19; 2Tm 4:2-3; 1Pe 2:2,5)
Uma boa igreja é composta por membros que são edificados, ou seja, que crescem espiritualmente. Isso significa não continuar na prática dos pecados de outrora, mas crescer na santificação, no amor a Deus e ao próximo. Seus membros não são como meninos, enganados por novas doutrinas, mas amadurecem na graça e no conhecimento do Senhor Jesus. Sendo assim, procure por uma igreja que ensine com fidelidade tudo o que Cristo ensinou, a fim de que nEle você esteja cada dia mais arraigado e seja cada dia mais edificado. Procure por uma igreja que instigue você a mudar, a ser uma nova criatura em Cristo Jesus, para a glória de Deus. Procure por uma igreja onde se anuncie toda a verdade, e não somente parte da verdade. Procure por uma igreja que realmente lhe edifique. Não perca seu tempo com igrejas que apenas usam o nome de Jesus, mas que raramente examinam o que ele nos ensinou. Fuja das igrejas que só pregam o que você quer ouvir, para sorrir e sentir-se bem, ao invés de pregar o que você precisa ouvir, para chorar e se converter. Fuja das igrejas que confundem a obra de Deus com ativismo religioso, ou seja, com eventos e mais eventos, para os quais há tanto desgaste e tão pouco benefício espiritual. Fuja dessas igrejas que estão mais preocupadas em edificar templos, do que em edificar vidas.
Frutificação
(Mt 5:16; 7:12,21; Lc 6:46; Jo 13:15,34; 15:12; 1Co 11:1; 13; Gl 2:10; Ef 5:1-2; Fp 3:17; 1Ts 1:6-7; Tt 1:16; 2:7; 3:8,14; Tg 1:22,27; 2:14-18; 1Pe 1:22; 2:12,21; 1Jo 3:16-18; 4:20-21)
Uma boa igreja não é apenas o local onde se ensina sobre Cristo, mas é a reunião de pessoas que querem praticar o que Ele nos ensinou, vivendo sob seu senhorio. Portanto, perceba se os pastores são verdadeiros imitadores de Cristo, ou se pregam o que não vivem. Note se eles motivam os membros a praticar o que Jesus ensinou, tanto por suas palavras quanto por suas ações. Obviamente, não existe igreja perfeita, mas isso não deve ser usado como desculpa para que seus membros não procurem se parecer com Cristo, a começar pelo pastor. Dessa forma, procure por uma igreja na qual seus membros dão fruto, ou seja, se esforçam em santificar-se e fazer o bem ao próximo, a começar pelos irmãos da mesma fé. Esse é o resultado natural de uma igreja cuja pregação está voltada para o que Deus espera de nós, e não para o que nós esperamos de Deus. Por conseguinte, fuja das igrejas que ignoram os mais pobres e que não se importam com missões. Fuja das igrejas onde cada membro só se importa consigo mesmo, em como ter mais prazer, ficar mais rico e ser mais bem sucedido. Fuja dessas igrejas que não dão o fruto que Deus espera de nós: o amor ao próximo.
Eu poderia relacionar outras características de uma boa igreja, mas percebo que todas as demais derivam destas que mencionei acima. Se uma igreja ensina o que Cristo ensinou e busca meios para se promover a prática dos seus ensinamentos, o restante é conseqüência e surgirá naturalmente.
Mas, antes de concluir, preciso deixar um alerta. Paulo profetizou que nos últimos dias haveria uma grande inversão de valores, na qual, entre outras coisas, muitos crentes procurariam se reunir ao redor de pregadores que só dissessem coisas agradáveis (2Tm 4:3). Os crentes seriam egoístas, amando mais a si mesmos do que a Deus (2Tm3:1-5). Ora, você não vê? Esse tempo já chegou! Minha oração é que você também perceba isso e não seja esse tipo de crente.
Portanto, não procure por uma igreja onde você se sinta bem. Esqueça isso! Sentir-se bem não é o melhor parâmetro para se procurar uma boa igreja. Pois o que importa não é como você se sente, mas o quanto você cresce espiritualmente. Ainda que para alcançar este crescimento você precise ouvir muitas pregações incômodas, pregações que poderão lhe entristecer a ponto de até lhe fazer chorar. Mas, não se preocupe, “porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação”, tal como Jesus nos prometeu: “Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.” (Mt 5:4; 2Co 7:10)
Alan Capriles
Como é que alguém decide em qual igreja deve congregar? O parâmetro, para muitos, é encontrar uma igreja onde se sinta bem. Não tenho nada contra, desde que o “sentir-se bem” não signifique "não ser jamais confrontado com seu pecado." O problema é que, geralmente, é isso mesmo que acontece. Há muitos crentes fugindo da confrontação com o pecado. Prova disso é o crescente número de igrejas para satisfazer a essa demanda, igrejas onde tudo é feito para o membro sentir-se bem.
É fácil, hoje em dia, encontrarmos igrejas que oferecem esse culto “light”, onde os membros são entretidos com danças, apresentações musicais e com pregações curtas e sensacionalistas, nas quais o pregador vocifera, impressiona, mas nada diz a respeito do senhorio de Cristo, do arrependimento de pecados e de se frutificar em boas obras. Em tais igrejas, onde o homem é o centro das atenções, nada pode ser dito que incomode o ouvinte. Afinal de contas – raciocinam os pastores dessas igrejas – “pra que correr o risco de perder o freguês, digo, o membro? Além de ele ser mais um em número para nossa igreja, seu dízimo é alto e ajuda a pagar o ar condicionado, os assentos acolchoados, a caríssima aparelhagem de som e o alto cachê cobrado pelos cantores gospel que chamamos para nossos muitos eventos.”
Mas eu lhes digo por que nós, pastores, não devemos esconder nada acerca do evangelho, mesmo incorrendo no risco de perder alguns membros da igreja:
Trata-se de uma questão de vida ou morte. Se não pregarmos o verdadeiro evangelho esses membros continuarão perdidos e estarão condenados ao inferno. E nós também!
Frequentar uma igreja e cumprir seu regimento interno não é garantia de salvação. Se nós, pastores, não ensinarmos as ovelhas a reconhecerem a voz do Sumo pastor, que é Jesus Cristo, e não as conduzirmos a um relacionamento íntimo com Ele, que resulte em santificação e na prática de boas obras, corremos o risco de termos uma grande e terrível surpresa, naquele grande Dia, como nos alertou Jesus:
“Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade.” (Mateus 7:22-23)
“Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.
Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; sendo forasteiro, não me hospedastes; estando nu, não me vestistes; achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me.
E eles lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te assistimos?
Então, lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer.
E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna.”
(Mateus 25:41-46)
Castigo eterno? Iniqüidade? Quem se sentiria bem ouvindo uma pregação sobre isso? Mas a questão é que todos nós precisamos, constantemente, sermos lembrados disso. Não para que sirvamos a Deus por medo, ou por interesse, mas para que amemos o Senhor cada dia mais, pois foi com o derramamento do seu sangue na cruz que ele nos livrou da condenação do inferno.
Quem não é lembrado da gravidade do seu pecado e do perdão que foi concedido não terá nenhuma consideração por quem o perdoou. Quanto maior a noção da nossa culpa, maior o amor por aquele que tomou sobre si a nossa condenação (Lc 7:47; 2Co 5:14; 1Jo 4:19). E quanto maior a conscientização (fé) de que Jesus morreu por causa de nossos pecados, maior será nosso arrependimento e mais rápida será nossa regeneração.
Mas em muitas igrejas não se prega mais sobre pecado, inferno, arrependimento e regeneração. A única preocupação dos pastores dessas igrejas é fazer com que o visitante se sinta bem, a fim de mantê-lo como membro. São igrejas onde o culto é quase um show musical, recheado de entretenimento, com uma pregação curta e agradável de ouvir. Tudo com uma boa dose de emocionalismo, para que o visitante experimente a mesma sensação de ter assistido a um bom filme no cinema. Desta forma, eles conseguem não somente fazer com que o visitante volte, mas que se torne o mais novo membro dessa igreja, que o faz sentir-se tão bem. Mas, eis a verdade: o que tais igrejas estão fazendo é conduzir seus membros, confortavelmente... para o inferno. E o pior é que eles pensam serem salvos!
Sendo assim, qual o parâmetro para se escolher uma boa igreja?
Devemos responder a essa pergunta à luz da Palavra de Deus. No entanto, como este não é um tratado teológico, não há necessidade de nos aprofundarmos demais no assunto. Basta que, à luz da Bíblia Sagrada, saibamos o básico acerca do que é uma verdadeira igreja. Portanto, se você procura por uma boa igreja, procure por, pelo menos, duas coisa imprescindíveis: edificação e frutificação.
Edificação
(Mt 28:20; At 2:42; 11:26; 20:27; Rm 6:17; 15:2; 1Co 14:12,26; 2Co 12:19; Ef 2:22; 4:11-12,16,29; Cl 1:6,10; 2:7,19; 2Tm 4:2-3; 1Pe 2:2,5)
Uma boa igreja é composta por membros que são edificados, ou seja, que crescem espiritualmente. Isso significa não continuar na prática dos pecados de outrora, mas crescer na santificação, no amor a Deus e ao próximo. Seus membros não são como meninos, enganados por novas doutrinas, mas amadurecem na graça e no conhecimento do Senhor Jesus. Sendo assim, procure por uma igreja que ensine com fidelidade tudo o que Cristo ensinou, a fim de que nEle você esteja cada dia mais arraigado e seja cada dia mais edificado. Procure por uma igreja que instigue você a mudar, a ser uma nova criatura em Cristo Jesus, para a glória de Deus. Procure por uma igreja onde se anuncie toda a verdade, e não somente parte da verdade. Procure por uma igreja que realmente lhe edifique. Não perca seu tempo com igrejas que apenas usam o nome de Jesus, mas que raramente examinam o que ele nos ensinou. Fuja das igrejas que só pregam o que você quer ouvir, para sorrir e sentir-se bem, ao invés de pregar o que você precisa ouvir, para chorar e se converter. Fuja das igrejas que confundem a obra de Deus com ativismo religioso, ou seja, com eventos e mais eventos, para os quais há tanto desgaste e tão pouco benefício espiritual. Fuja dessas igrejas que estão mais preocupadas em edificar templos, do que em edificar vidas.
Frutificação
(Mt 5:16; 7:12,21; Lc 6:46; Jo 13:15,34; 15:12; 1Co 11:1; 13; Gl 2:10; Ef 5:1-2; Fp 3:17; 1Ts 1:6-7; Tt 1:16; 2:7; 3:8,14; Tg 1:22,27; 2:14-18; 1Pe 1:22; 2:12,21; 1Jo 3:16-18; 4:20-21)
Uma boa igreja não é apenas o local onde se ensina sobre Cristo, mas é a reunião de pessoas que querem praticar o que Ele nos ensinou, vivendo sob seu senhorio. Portanto, perceba se os pastores são verdadeiros imitadores de Cristo, ou se pregam o que não vivem. Note se eles motivam os membros a praticar o que Jesus ensinou, tanto por suas palavras quanto por suas ações. Obviamente, não existe igreja perfeita, mas isso não deve ser usado como desculpa para que seus membros não procurem se parecer com Cristo, a começar pelo pastor. Dessa forma, procure por uma igreja na qual seus membros dão fruto, ou seja, se esforçam em santificar-se e fazer o bem ao próximo, a começar pelos irmãos da mesma fé. Esse é o resultado natural de uma igreja cuja pregação está voltada para o que Deus espera de nós, e não para o que nós esperamos de Deus. Por conseguinte, fuja das igrejas que ignoram os mais pobres e que não se importam com missões. Fuja das igrejas onde cada membro só se importa consigo mesmo, em como ter mais prazer, ficar mais rico e ser mais bem sucedido. Fuja dessas igrejas que não dão o fruto que Deus espera de nós: o amor ao próximo.
Eu poderia relacionar outras características de uma boa igreja, mas percebo que todas as demais derivam destas que mencionei acima. Se uma igreja ensina o que Cristo ensinou e busca meios para se promover a prática dos seus ensinamentos, o restante é conseqüência e surgirá naturalmente.
Mas, antes de concluir, preciso deixar um alerta. Paulo profetizou que nos últimos dias haveria uma grande inversão de valores, na qual, entre outras coisas, muitos crentes procurariam se reunir ao redor de pregadores que só dissessem coisas agradáveis (2Tm 4:3). Os crentes seriam egoístas, amando mais a si mesmos do que a Deus (2Tm3:1-5). Ora, você não vê? Esse tempo já chegou! Minha oração é que você também perceba isso e não seja esse tipo de crente.
Portanto, não procure por uma igreja onde você se sinta bem. Esqueça isso! Sentir-se bem não é o melhor parâmetro para se procurar uma boa igreja. Pois o que importa não é como você se sente, mas o quanto você cresce espiritualmente. Ainda que para alcançar este crescimento você precise ouvir muitas pregações incômodas, pregações que poderão lhe entristecer a ponto de até lhe fazer chorar. Mas, não se preocupe, “porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação”, tal como Jesus nos prometeu: “Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.” (Mt 5:4; 2Co 7:10)
Alan Capriles
VERDADES QUE TODO CRISTÃO DEVERIA SABER
Não interessa ao sistema religioso, tanto católico quanto evangélico, ensinar toda a verdade sobre Jesus e seu evangelho.
Descubra porque ouvindo a essa reveladora pregação.
(ATENÇÃO: A verdade incomoda e não é para os covardes. Se você não estiver disposto a mudar seus conceitos e aguentar as consequências, ignore essa mensagem e continue feliz com sua ignorância)
Clique no link abaixo, se tiver coragem:
http://www.mediafire.com/?p1ru6754d1l61kp
Descubra porque ouvindo a essa reveladora pregação.
(ATENÇÃO: A verdade incomoda e não é para os covardes. Se você não estiver disposto a mudar seus conceitos e aguentar as consequências, ignore essa mensagem e continue feliz com sua ignorância)
Clique no link abaixo, se tiver coragem:
http://www.mediafire.com/?p1ru6754d1l61kp
domingo, 22 de janeiro de 2012
Em Agrestina, Show de Mattos Nascimento - Louvor da Gratidão
Milhares de pessoas lotaram a Praça Padre Cícero para conferir o show do cantor gospel Mattos Nascimento (ex-Paralamas do Sucesso)
O Evento que reuniu diversos Pastores das igrejas evangélicas de Agrestina e cidades vizinhas tornou-se concreto após reunião com Pastores e Diáconos junto a prefeita Carmen Miriam que deu todo apoio necessário. Com toda certeza esse foi um evento memorável para o município e que merece ser repetido outras vezes.
Fonte:http://www.agrestina.net
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
O SEMEADOR DA PARÁBOLA E SUA RESPONSABILIDADE
Por Alan Capriles
A chamada parábola do semeador é uma das mais conhecidas parábolas ensinadas por Jesus. Seu correto entendimento é tão importante, que sua explicação consta de todo os evangelhos sinóticos.
Mas, a despeito de sua explicação aparentemente clara, penso que algo muito importante esteja faltando no entendimento correto da explicação dada pelo Senhor. Trata-se da responsabilidade do pregador, ou seja, daquele que semeia a palavra.
Digo isso porque a parábola do semeador é quase sempre explicada sob o ponto de vista dos solos e não de quem semeia. Aliás, alguns crêem tanto nisso, que preferem chamá-la de “parábola dos solos”. Segundo esses teólogos, a culpa da semente não dar fruto seria exclusivamente do solo na qual ela caiu, ou seja, do coração na qual a palavra foi semeada. Nenhuma culpa teria o pregador se a palavra não der frutos, mas tão somente seus ouvintes.
Pois bem, discordo dessa interpretação. Mas antes de explicar minhas razões, preciso reconhecer que durante anos também pensei como a maioria, tirando qualquer culpa do pregador quanto ao resultado de sua mensagem. O que me fez despertar para o correto entendimento dessa parábola foi uma palavra-chave, que consta da explicação dada pelo Senhor segundo o evangelho de Mateus.
A palavra-chave é o verbo “compreender” que aparece no início e no final da explicação dada por Jesus. Segue o texto, com essa palavra em destaque:
Mateus 13:18-23
18 Atendei vós, pois, à parábola do semeador.
19 A todos os que ouvem a palavra do reino e não a compreendem, vem o maligno e arrebata o que lhes foi semeado no coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho.
20 O que foi semeado em solo rochoso, esse é o que ouve a palavra e a recebe logo, com alegria;
21 mas não tem raiz em si mesmo, sendo, antes, de pouca duração; em lhe chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza.
22 O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera.
23 Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende; este frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta por um.
Perceba que a explicação começa se referindo àqueles que não compreendem a palavra e termina com os que a compreendem. Desta forma, podemos concluir que entre um e outro estão aqueles que “compreenderam mal” a boa nova do reino.
A fim de que isso fique bem esclarecido, estarei analisando a seguir essa mesma passagem, comentando [entre colchetes] cada tipo de solo onde o semeador lançou a semente. Lembre-se que o foco dessa parábola é o semeador, ou seja, aquele que semeia a palavra. Prova disso é que o próprio Jesus, ao iniciar sua explicação, chamou-a de parábola do semeador.
Mateus 13:18-23
18 Atendei vós, pois, à parábola do semeador.
19 A todos os que ouvem a palavra do reino e não a compreendem, vem o maligno e arrebata o que lhes foi semeado no coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho.
[Não a compreendem por quê? Porque, na maioria das vezes, o semeador (pregador) não explicou a palavra. E é um fato lamentável que seja cada vez menor o número de pregadores que exponham com fidelidade a palavra de Deus. Ora, se nem o pregador sabe o que é o evangelho, como esperar que seus ouvintes o compreendam?]
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20 O que foi semeado em solo rochoso, esse é o que ouve a palavra e a recebe logo, com alegria;
[Por que esse ouvinte recebeu logo a palavra e com alegria? Ora, porque ele compreendeu mal a palavra. E a culpa, mais uma vez, é do pregador, que não lhe alertou sobre as provações que necessitam passar os que se convertem a Cristo. A fim de conseguir um número maior de decisões, esse tipo de evangelista encobre o fato de que seguir a Cristo implica em se carregar uma cruz. Por essa mesma razão é que esse ouvinte recebeu “logo” a palavra, porque o pregador lhe pressionou a tomar uma decisão emocional e não a considerar os custos de seguir a Cristo. São apelos assim, superficiais, que são realizados hoje em dia, feito por pregadores mais preocupados com números do que com a genuína conversão de vidas. Mas o próprio Jesus sempre testava a decisão dos que queriam segui-lo. Sendo assim, devemos desconfiar da veracidade da conversão daqueles que alegremente recebem a Cristo, sem lágrima nos olhos, como se o Caminho da verdade fosse um passeio no parque]
21 mas não tem raiz em si mesmo, sendo, antes, de pouca duração; em lhe chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza.
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22 O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera.
[Como isso foi acontecer? Ou melhor, devemos nos perguntar: por que esse ouvinte continuou entretido com o mundo e fascinado com as riquezas, mesmo se dizendo cristão? Sem dúvida, porque o pregador não lhe explicou que seguir a Cristo significa renunciar a si mesmo. Antes, pelo contrário, prometeu-lhe uma vida de prosperidade, como se fosse possível amar a Deus e continuar amando ao dinheiro, ou ser amigo de Deus e do mundo ao mesmo tempo. São pregadores que misturam a verdade com a mentira, criando expectativas mundanas em seus ouvintes. Atualmente existem igrejas cheias desse tipo de pseudo-cristão, que busca a Deus por interesse, pelo ter e não pelo ter, gente que nunca chega a se converter completamente. Mas estão lá, dizendo ser da igreja. Aliás, prega-se prosperidade com esse fim: encher a igreja, ainda que seja de bodes e não de ovelhas]
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23 Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende; este frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta por um.
[Por que esse ouvinte frutificou? Porque compreendeu a palavra. E por que ele a compreendeu? Ora, porque o pregador demonstrou verdadeiro amor por ele, tendo a paciência de lhe explicar bem a palavra do reino, que é o evangelho da salvação. Salvação, não apenas do inferno pós-morte, mas de sermos um diabo nesta vida. E reino, não apenas como evento futuro, pós-apocalíptico, mas um estado presente de ser uma nova criatura em Cristo, que significa viver sob o seu reinado, dando frutos de santidade e de boas obras, em amor e para a glória de Deus.]
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Conclusão
Como se percebe, Jesus não estava equivocado ao intitular este ensino de Parábola do Semeador. A semente é boa - aliás, excelente - o problema está, antes de tudo, no despreparo de quem semeia.
Alan Capriles
Raízes Históricas
Imagem representando João, O Batista, batizando Jesus conforme Mateus 3
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Somos um povo que vem de longe, com muitos nomes, de muitas perseguições, de muitas lutas, mas construindo uma bela história de fé, de doutrina e de princípios. Somos o povo da Bíblia, a Palavra Infalível e Eterna de Deus. (para conhecer mais sobre a história da Bíblia Sagrada clique aqui) Cremos no Deus Trino: manifesto na pessoa de Deus Pai O Todo Poderoso, O Santo, O Justo, O Criador, e O Sustentador de todas as coisas; manifesto na pessoa de Jesus Cristo, O único Salvador e Senhor de nossas vidas e almas; manifesto na pessoa do Espírito Santo, O Consolador que nos guia em tudo quanto Jesus ensinou e que está hoje atuando na Terra convencendo os pecadores de seus pecados, levando-os a Jesus e cuidando dos salvos.
Levando em consideração as Raízes Doutrinárias, os Batistas saem diretamente das páginas do Novo Testamento: dos lábios e ensinos de Jesus e dos apóstolos e tem sua trajetória marcada pela oposição a toda corrupção da doutrina cristã claramente exposta desde o Novo Testamento.
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A palavra Batista tem origem na palavra Grega βαπτιστικός (Baptistés) que é relacionada ao verbo βαφτίστε (baptízo = batizar) que significa mergulhar ou imergir.
Os Batistas não tentam traçar sua sucessão histórica de volta aos dias dos Apóstolos. Simplesmente dizemos que em cada época da história eclesiástica, havia grupos que creram nas mesmas doutrinas que os Batistas crêem hoje. Estes grupos podiam ou não ser ligados uns aos outros, e foram conhecidos por nomes diferentes. Eram os Montanistas (150 d.C.), os Novacianos (240 d. C.), os Donatistas (305 d.C.), os Albigenses (1022 d.C.), os Valdenses (1170 d.C.) e muitos outros. O nome “Batista” realmente só veio a ser usado após a Reforma Protestante.
No entanto é interessante ver a declaração dada pelo Cardeal Hosius (1504-1579) que era um prelado Católico Romano cuja obra vitalícia foi a investigação e supressão de grupos não Católicos. Este cardeal foi nomeado pelo Papa Paulo IV um dos três presidentes papais do famoso Concílio de Trento. Liderou vigorosamente a obra da contra-reforma católica (contra a Reforma de Lutero). Se alguém conheceu as doutrinas e a história de grupos não Católicos, era o Cardeal Hosius. Ele afirmou:
"Se os Batistas não fossem atormentados e cortados fora com a faca durante estes últimos 1.200 anos, fariam um enxame de maior número que todos os Reformadores." (Cartas Apud Opera, pp. 112, 113).
Note cuidadosamente que esta erudita autoridade Católica Apostólica Romana fala da ferrenha perseguição que os Batistas agüentaram, e que ele claramente faz distinção entre os Batistas e os reformadores, e que ele data os Batistas em 1.200 anos antes da Reforma Protestante.
Ao consultar a Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira você verá que as nossas doutrinas saem, com clareza límpida, das Sagradas Escrituras.
A corrupção de algumas doutrinas e práticas do cristianismo começou a surgir muito cedo em sua história, como pode ser constatado nos escritos dos apóstolos. Esta corrupção foi se ampliando após a "conversão" do Imperador Constantino ( 306 a 337 dC) ao cristianismo, ocorrida a partir do ano de 313, quando incorporou a cruz ao seu estandarte e passou a favorecer os cristãos.
Muitos destes cristãos eram resistentes e rejeitavam as inovações doutrinárias incorporadas ao Evangelho Puro e as práticas e ritos criados pelo grupo de Constantino e por isso foram perseguidos, exilados e mortos. Aqueles que mantiveram acesas as doutrinas cristãs genuínas possibilitaram que através dos tempos, outros se levantassem na Idade Média como Cláudio de Turim, Pedro de Bruys e Henrique de Lausanne, Pedro Vado, John Wycleffe, John Huss e muitos outros. (Para saber mais sobre as ramificações do Cristianismo clique aqui)
Com o surgimento da Reforma Protestante liderada por Martinho Lutero, e deflagrada em 31 de outubro de 1517 quando da publicação das suas famosas 95 teses, na porta do Castelo de Wittenberg, criou-se a oportunidade de que muitos grupos até então escondidos intensificassem suas pregações, e entre eles os chamados Anabatistas que sustentavam basicamente as mesmas doutrinas que os Batistas esposam e representavam o grupo cristão (não participante da igreja oficial) mais ativo e poderoso daquele momento. O nome que lhes foi dado, Anabatistas, significa "os rebatizadores" pois estes não aceitavam o Batismo Infantil e "rebatizavam" aqueles adultos que, conscientemente, aceitavam e confessavam a Cristo Jesus como único e eterno Salvador. Fonte:http://mantenedordafe.org/
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